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Durante reunião do grupo de oposição em Dom Basílio nesta última sexta-feira (11), o candidato a deputado estadual Wagner Alves foi apresentado ao público por Orlando Caires e recebeu manifestações de apoio de lideranças que integram o grupo. Em seu discurso, Wagner procurou apresentar sua candidatura como uma alternativa para ampliar a representação política do Sudoeste baiano e defendeu um modelo de mandato marcado pela presença nos municípios.
Um dos momentos de maior impacto da fala ocorreu quando o candidato criticou parlamentares que, segundo ele, aparecem nas cidades apenas durante os períodos eleitorais. Wagner classificou esse perfil como “deputado Copa do Mundo”, afirmando que a região precisa de representantes que possam ser procurados pela população durante todo o mandato.
“A gente não precisa de deputado Copa do Mundo. A gente precisa de deputado que trabalhe pelo nosso povo”, afirmou.
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Wagner também defendeu que os eleitores cobrem resultados daqueles que já ocupam mandato. Segundo ele, antes de conceder novamente o voto, a população deve perguntar aos candidatos que buscam a reeleição quais ações e recursos foram destinados aos municípios.
“Nós somos filhos da mesma terra”
Ao apresentar sua proposta, o candidato reforçou o discurso de identidade regional. Wagner afirmou que municípios como Dom Basílio, Livramento, Rio de Contas, Brumado e Vitória da Conquista fazem parte de uma mesma região e defendeu que essa proximidade seja transformada em representação política.
Ele afirmou que o Sudoeste precisa de um deputado que conheça as dificuldades enfrentadas pela população, especialmente no campo, e que tenha condições de defender recursos para agricultura, associações, cooperativas, infraestrutura hídrica, saneamento e geração de emprego e renda.
Uma das propostas destacadas foi a criação de condições para que trabalhadores, especialmente os jovens, encontrem oportunidades na própria região.
“Nós precisamos gerar aqui renda”, disse Wagner, ao defender investimentos capazes de evitar que moradores do interior precisem deixar suas famílias para buscar trabalho em outros estados.
Saúde, educação e segurança entram no discurso
Wagner também direcionou parte significativa de sua fala para críticas ao Governo da Bahia. Na saúde, questionou o funcionamento do sistema de regulação e afirmou que pretende atuar para enfrentar o problema caso seja eleito.
O candidato classificou a situação como uma “fila da vergonha” e declarou que trabalhará para combater o que chamou de “fila da morte”. As declarações representam a avaliação e o posicionamento político do candidato sobre o funcionamento da saúde pública estadual.
Na educação, Wagner criticou os índices de analfabetismo atribuídos por ele à Bahia e classificou o cenário como preocupante. Na segurança pública, também fez críticas ao governo estadual e defendeu medidas para melhorar a situação nos municípios.
O candidato ainda questionou a diferença nos níveis de segurança entre diferentes cidades baianas e atribuiu os problemas à condução do governo estadual.
“Político é missão”
Outro eixo do discurso foi a tentativa de diferenciar sua candidatura da política tradicional. Wagner afirmou que “político não é profissão, político é missão” e disse defender uma atuação baseada em responsabilidade, independência e compromisso com a população.
Ele também declarou que não pretende exercer um eventual mandato seguindo orientações que, em sua avaliação, contrariem os interesses da população.
“Nós não vamos ficar dentro da cartilha se a cartilha não for do povo”, afirmou.
O candidato ainda defendeu uma campanha sem ataques pessoais. Segundo Wagner, sua ideia é apresentar projetos e propostas ao eleitor, em vez de concentrar a disputa em críticas ou ofensas aos adversários.
Apoio político em Dom Basílio
Ao longo da fala, Wagner destacou os apoios recebidos no município e citou nominalmente Orlando Caires, Dr. Alfredo e outras lideranças. Para o candidato, a adesão dessas lideranças representa confiança em seu projeto político.
O discurso de Alves teve como principais pilares a defesa de um mandato regional e presente, investimentos em emprego e renda e atuação nas áreas de saúde, educação, segurança, agricultura e infraestrutura.
A candidatura também aposta na ideia de que o eleitor deve avaliar não apenas o discurso dos candidatos, mas principalmente a atuação daqueles que já tiveram oportunidade de exercer mandato.
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Líder Regional - DRT - 7197/BA
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